Olá, sou o Mateus Oliveira Luz. Moro em uma pequena cidade chamada São Domingos do Capim, no estado do Pará, e vou contar minha experiência com o preparatório para o Colégio Militar de Belém, ao qual, se aprovado, ingressaria no 6º ano do ensino fundamental.
165 km de distância e uma escola pública
Como comentei anteriormente, moro no interior do estado do Pará, a cerca de 165 km de Belém, e sempre estudei em escola pública. Em 2022 meu pai me inscreveu no curso AL a partir de junho. Lá me deparei com uma mudança que me impressionou: eu não sabia direito as operações básicas, e no curso aprendi essas operações e muitas outras.
O trajeto de todo fim de semana
Como as aulas eram no sábado, para chegar ao curso eu precisava fazer o seguinte trajeto: às 14:00 da sexta-feira pegávamos (na maioria das vezes com o meu pai) a balsa que atravessava o Rio Capim; de lá pegávamos um carro pequeno, ônibus ou carona até Castanhal; e de lá uma van ou ônibus até Belém.
Lá nós ficávamos hospedados na casa da minha avó. No dia seguinte ia 08:00 para o curso e só saía às 17:20; depois nós íamos passear no shopping e no domingo fazíamos o caminho de volta. Durante a semana eu fazia um estudo intenso, resolvendo várias questões e revisões.
A prova, o resultado e a segunda chance
No tão esperado dia da prova eu estava tranquilo, e fui um dos últimos a sair. Quando saiu o resultado fiquei apreensivo, pois errei 3 questões de matemática e 1 de Língua Portuguesa. Infelizmente eu não passei.
Porém, em 2023 fui tentar novamente. Quando saiu uma portaria do Comando do Exército dizendo que a idade mínima era 11 anos, eu já estava com 12 anos — mas o Colégio Tenente Rêgo Barros (CTRB) abriu pela primeira vez vagas para admissão através de concurso. Fiz a prova tranquilo e fui um dos últimos a sair, e quando saiu o resultado, pulei de alegria: havia passado. Porém, infelizmente não pude cursar, por motivos pessoais.
Agradeço a todos que fizeram parte dessa jornada, nunca os esquecerei.
®