“Eu sabia que não iria conseguir, não tive tempo e nem preparo suficiente.” Foi assim que Maria Clara resumiu 2022 — o ano em que se inscreveu e não foi fazer a prova. Dois anos depois, a história terminou de outro jeito.
O começo: descoberta tardia e nervosismo
Após ser informada da existência do CMBel e de que eu poderia entrar passando pelo concurso, minha mãe encontrou todas as formas possíveis de me convencer, mesmo que eu estudasse sem querer. Minha jornada começou lá em 2022, dois meses antes da prova.
Infelizmente, minha mãe descobriu muito tarde: faltavam apenas 2 meses para a realização da prova. O nervosismo era tanto que eu não conseguia fazer uma conta de multiplicação. Sendo assim, mesmo inscrita, não fui realizar a prova. Eu sabia que não iria conseguir, não tive tempo e nem preparo suficiente.
A virada: estudo diário e o cursinho
Porém, no ano seguinte, não demorei para começar a estudar, me dedicando todos os dias para aprender tudo o que podia. Logo, minha mãe conheceu o tio Airton, o qual possui um cursinho para aprovar os concurseiros.
Fui muito bem recebida e incentivada. Sempre diziam que tinha um grande potencial, comprovado nos simulados, onde me esforçava muito para ficar nas primeiras colocações.
Nesse meio tempo, conheci o Salomão, um garoto muito inteligente, que conquistava sempre o primeiro lugar. Com esses incentivos, além da vontade de ultrapassar meu colega, fui me esforçando cada vez mais. Minha vontade de ingressar no novo colégio era muita.
O obstáculo: deixar a escola e os amigos
Todas as jornadas possuem obstáculos. E o meu me atormentou por grande parte do caminho: eu não queria deixar minha escola, onde tinha diversos amigos. Lá eu me sentia em casa, tinha os melhores amigos que eu já tive.
Entretanto, não deixei isso me abalar. Eu sabia que teria um ensino muito melhor no Colégio Militar, por isso não parei de aumentar o meu ritmo. Próximo da prova, dei um gás muito grande e avancei muito rápido na minha caminhada. Fiquei muito feliz quando ganhei um dos cartões do último simulado do Airton, foi um dia muito divertido.
O dia da prova e a aprovação
No dia da prova, o nervosismo me atingiu com força; eu tinha medo do quão difícil a prova poderia ser e o quanto isso poderia me prejudicar. Mesmo assim, não perdi as esperanças e fiz a prova com tranquilidade; o medo que tive não fora necessário, o meu esforço não foi em vão.
Terminei a prova com confiança, sabendo que tinha grandes chances de conseguir uma vaga. Dito e feito. Quando a colocação foi confirmada, pulei e chorei de alegria. Era muita emoção para digerir de uma só vez.
Nunca me esforcei tanto em minha vida. Todavia, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Tenho o melhor ensino do Pará. “O processo só vale a pena quando é difícil.”
Esta história ainda não acabou
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